Olha que Blog Maneiro! e Meme 161

April 12, 2009

Post rápido, porque senão sabe-se lá quando eu iria escrever isso, mesmo me sentindo na obrigação de fazê-lo (enfim, estou tirando um peso na consciência hehe). São duas coisas que a famosa dona do blog de nome nonsense para seu conteúdo – Disk Chocolate – escreveu há tempos atrás: Olha que blog maneiro! e Meme 161. Quebrando as regras de memes e da iniciativa sobre blogs maneiros, apenas venho citar que ela me indicou em ambos (muito obrigado!) e vou redigir aqui duas frases para o Meme 161:

“If you must write macros complicated enough to require comments, it is wise to use /* */ commments because C preprocessors that do know about // comments are sometimes used as part of C++ tools.”

“But humans emotions have more than a logical, rational component; they are tightly coupled to behavior and feelings.”

O primeiro vem do clássico The C++ Programming Language: Special Edition, pelo próprio criador da linguagem C++, Bjarne Stroustrup. Já o segundo é do ótimo livro Emotional Design: Why We Love (or Hate) Everyday Things, do Donald Norman. A regra do meme era transcrever a quinta frase da página 161 em sua íntegra, mas não sabia se contava trechos de código e perguntas de uma palavra como frases completas :P. Na dúvida, ficam essas frases mesmo.

Rabisco no cartão de estacionamento

April 6, 2009

“A puta pelada do estacionamento quebrou seu coração?”, Tati pergunta. Não não, draw.random() com lápis e marcador no cartão de estacionamento :P.

Gamedev é… (07)

April 6, 2009

Half-Life 2 e HL2EP1 grátis. Quem quer?

March 18, 2009

Desde quando comprei meu Orange Box há um bom tempo atrás, fiquei com uma cópia extra do Half-Life 2 e uma do Half-Life 2: Episode One. Ambas estão indicas como “gift” na minha conta do Steam, como podem ver na imagem acima.

Para aqueles que se perguntam porque raios tenho esses títulos como gift, simples: comprei eles duas vezes. Wtf? Sim, já tinha comprado o HL2 e o HL2EP1 e ao comprar o Orange Box, que inclui esses dois jogos e outros três novos, acabei pagando novamente por títulos que já possuía (cerca de US$10 a mais, se comparar com o Black Box que foi cancelado).

Mesmo tendo comprado novamente os jogos, ao invés de vendê-los, por que não seguir a descrição do Steam e dá-los para alguém que queira jogar? Pois é. Eles vão como presente pra vocês, leitores.

Sem contests, apenas uma brincadeira: deixe seu comentário abaixo, dizendo o porquê que você quer esses jogos. Simples assim, basta ser sincero e falar seu motivo, mesmo que seja um “eu quero porque gosto de ganhar coisas pela internet”. Não se esqueça de colocar o seu e-mail para que eu entre em contato caso você ganhe.

A brincadeira aqui é a seguinte: ganha o HL2 quem fizer o quinto comentário válido e ganha o HL2EP1 quem fizer o décimo comentário válido (veja as exceções abaixo). Lembrando que para quem nunca comentou aqui no blog, o comentário só é liberado após minha moderação. Ou seja, de repente há apenas 2 comentários visíveis publicamente enquanto outros 20 aguardam moderação.

Exceções: qualquer comentário do tipo “oi!”, “blablabla”, “aoshdiuhaqweihzxcnaueodaf” ou spam será removido. E trackbacks não serão considerados comentários.

[edit: comentários fechados pois já temos os ganhadores. Criarei um outro tópico a respeito em breve.]

Gamedev é… (06)

March 12, 2009

Edit: o desenho que ilustra essa ‘figurinha’ foi feito dia 10/03/09 de manhã. Que surpresa que tive ao ler há poucos minutos atrás o texto do GameReporter a respeito de um incidente na Alemanha. Como disse aos meus amigos, em breve me desenho ganhando na loteria.

[livro] The Art of Halo

March 7, 2009

Creio que a franquia Halo dispensa apresentações. E como um dos diversos produtos da franquia, esse é o primeiro artbook da trilogia do jogo (há um segundo artbook lançado em 2008, focando apenas em Halo 3, já na lista para análise).

O conteúdo do livro fala a respeito do Halo 1 e 2 (sendo que este estava sendo desenvolvido durante a criação do livro, segundo o prefácio de Marcus Lehto, diretor de arte da Bungie Studios), dividido em cinco capítulos: character design, ambientes, armas e equipamentos, veículos e game design, além da introdução contando brevemente a história da Bungie. Para quem não sabe, é interessante o fato que Halo foi anunciado em 1999 por Steve Jobs na MacWorld e, no ano seguinte, a Bungie anuncia que foi comprada pela Microsoft e que Halo seria um título de lançamento do Xbox.

Há diversos estudos dos personagens, embora seja quase nulo sobre o Master Chief, e para cada um há sua versão in-game na mesma página. No capítulo dos ambientes, muitos concepts e textos explicando o universo Halo. Já na seção das armas, há mais renders 3D do que concepts, e todas elas são explicavas brevemente em alguns parágrafos. Esse é o capítulo com menos concepts. Assim como o resto do livro, o capítulo de veículos possui concepts e respectivos renders 3D dos veículos e alguns parágrafos descrevendo o que são ou como a equipe chegou a tal design.

O último capítulo comenta algumas coisas sobre o desenvolvimento do jogo, como as ferramentas internas, storyboard, cinematics, áudio e animação, mas nada muito aprofundado. Particularmente gostaria que esse capítulo fosse mais extenso, mas compreendo não haver tantos detalhes técnicos de produção por ser um artbook.

É um livro tanto para fãs da franquia Halo como para os que gostam de artes que envolvem exército, alienígenas e mundos e objetos futuristas.

The Art of Halo
The Art of Halo
The Art of Halo
The Art of Halo
The Art of Halo
The Art of Halo

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Caso você compre o livro na Amazon pelo link ao lado, uma pequena porcentagem é revertida para mim. Com isso, você me ajuda a adquirir mais livros para análise/indicação ou para prêmios no blog.

Você também pode comprar pela Livraria Cultura, no link a seguir:
The Art of Halo – Eric S. Trautmann, Frank O’Connor.

 

[livro] Clean Cartoonists’s Dirty Drawings

March 1, 2009

O título desse livro me chamou a atenção. Dirty drawings? Clean cartoonists? Que tipo de desenho encontraria nesse livro, e quem seriam os cartunistas? Depois de ler a descrição do livro e ficar curioso, resolvi comprá-lo.

Afinal, desde criança já tinha visto os trabalhos mais famosos de Chuck Jones, Mort Walker, Carl Barks, Johnny Hart. Quem não ficaria curioso em ver desenhos mais sacanas pelas mãos desses artistas e muitos outros? Como seria o lado obscuro das mentes desses artistas?

O que você encontra nesse livro é uma seleção de diversas artes com referências e piadas sobre sexo, drogas e coisas do tipo. Por grandes mestres. Pin-ups e alguns personagens famosos em situações engraçadas também estão presentes. Há nudez, mas nada que qualquer artista nunca tenha visto antes (afinal, se você é um artista, provavelmente já fez desenho de observação e precisou ver pessoas nuas como referência, não?). Nada de pornografia e sexo explícito, mas alguns traços sugestivos.

Há 70 artistas, com alguns parágrafos a respeito de cada um. Quanto aos desenhos, a maioria é um por artista; alguns contam com dois ou três desenhos e acredito que não passe de cinco ou seis desenhos por artista.

A seleção foi feita por Craig Yoe, que escreveu os textos sobre os artistas e uma introdução bacana e interessante sobre a censura imposta nos quadrinhos e algumas regras da “Magazine Association of America Comics Code”. O prefácio foi escrito por ninguém mais que Crumb. E falando em censura, o tipo de arte encontrada aqui pode ter sido considerada proibitiva e impublicável nos anos 40-60, mas nos dias atuais, já vi coisas mais pesadas…

Esse recomendo para quem quer um material diferente por ótimos cartunistas. Você também pode ver várias páginas do livro no site oficial.

Clean Cartoonists's Dirty Drawings
Clean Cartoonists's Dirty Drawings
Clean Cartoonists's Dirty Drawings
Clean Cartoonists's Dirty Drawings
Clean Cartoonists's Dirty Drawings
Clean Cartoonists's Dirty Drawings

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Caso você compre o livro na Amazon pelo link ao lado, uma pequena porcentagem é revertida para mim. Com isso, você me ajuda a adquirir mais livros para análise/indicação ou para prêmios no blog.

Você também pode comprar pela Livraria Cultura, no link a seguir:
Clean Cartoonists’ Dirty Drawings – Craig Yoe.

 

[livro] The Best American Comics 2008

March 1, 2009

Essa é a terceira edição do “The Best American Comics”. Dessa vez, a coletânea possui 26 histórias (desconsiderando o fato que para algumas seleções há vários quadrinhos de uma página; por exemplo, há 13 histórias do Matt Groening, cada uma de uma página apenas) e 7 estão indicadas como excerpt. Além disso, a introdução por Lynda Barry é apresentada em forma de quadrinhos e há também uma história muito bem feita na contra-capa.

A seleção dessa edição me agradou mais que as edições anteriores (que já gostava bastante, diga-se de passagem) e ainda há o equilíbrio entre histórias fantasiosas, mais realistas e as non-sense, assim como algumas que abordam o tema de guerra, cotidiano e sexo.

Como comparação, ao ler o livro me veio uma sensação de AnimaMundi, dada as diversas linguagens, artes e narrativas. Para mim, ficaram destacadas os trabalhos de Graham Annable, Lilli Carré (a melhor do livro na minha opinião, com “The Thing About Madeline”), Jaime Hernandez, Cathy Malkasian e Kevin Pyle (acho que não preciso mencionar Matt Groening, Seth e Chris Ware, porque eles são fodas demais). Ah sim, há um trecho do livro American Born Chinese, de Gene Luen Yang, confirmando minha aquisição da obra em breve (já tinha visto o mesmo na Cultura mas não tinha lido muita coisa e na época estava sem dinheiro).

Para a lista completa dos autores das histórias, visite a página oficial do livro.

The Best American Comics 2008
The Best American Comics 2008
The Best American Comics 2008
The Best American Comics 2008
The Best American Comics 2008
The Best American Comics 2008

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Caso você compre o livro na Amazon pelo link ao lado, uma pequena porcentagem é revertida para mim. Com isso, você me ajuda a adquirir mais livros para análise/indicação ou para prêmios no blog.

Você também pode comprar pela Livraria Cultura, no link a seguir:
The Best American Comics 2008 – Lynda Barry.

 

Você é programador, então não sabe desenhar…

February 28, 2009

…assim como você que é artista deve ser horrível com contas.

Colocando dessa maneira, são argumentos absurdos, não? Mas é isso que reparo desde a época que cursei o colégio técnico (de Processamento de Dados). E como estou no ramo de desenvolvimento de jogos e também Computação Gráfica, mais fácil ainda ouvir esses absurdos, já que convivo com programadores, engenheiros, artistas, designers e pessoal de publicidade e marketing.

Não consigo entender direito essa separação e como muitos profissionais, a maioria com formação superior, possuem uma mentalidade tão pequena sobre esse assunto. Até entendo que hoje temos as especializações e equipes grandes para fazer um trabalho – e não estou me referindo apenas a criação de jogos, mas há casos que ao invés de referir à “equipes” posso usar o termo “grupo de pessoas não muito unidas” devido tanta diferença e briguinha existente entre os indivíduos.

Mas ser especialista em uma área deveria te deixar bitolado a ponto de levantar o nariz e achar que o seu trabalho é o mais importante de todos e que quem não é da mesma área deve ser um tonto e nem deve opinar ou sugerir? Em que momento de nossas vidas tomamos esse rumo? Lembro-me bem que, quando criança, tinha aulas de português, matemática, geografia, história, biologia, educação física, educação artística. Olha só, matemática e educação artística, na mesma semana! O que estou tentando dizer é, acho que você consegue ser especialista em uma área e ao mesmo tempo ser razoável em outra que possa ser meio distante da sua especialidade, assim como na escola você se dava bem naturalmente em algumas matérias e em outras você se esforçava para não bombar.

Eu sou daqueles que acha que artes deveria ser inclusa na infância (as crianças gostam de desenhar, não?) e nunca parar. E como você precisa se comunicar, fazer cálculos para ao menos ninguém te enganar, ter um certo conhecimento da legislação, fazer o imposto de renda, etc, etc, também acho que certos conhecimentos devem ser básicos. Deve existir um equilíbrio.

Novamente, não entendo porque profissionais que citei no segundo parágrafo acabam se desentendendo e criticando as outras áreas tão facilmente. O mundo inteiro se beneficiaria se engenheiros e designers/artistas fossem mais compreensivos uns com os outros (não é exagero meu, já que tudo em nossa volta tem artes e ciências aplicadas).

Pensei em não citar frases que já ouvi por aí, mas acho que elas dariam um toque extra ao texto, então seguem algumas pérolas:

“Design é a coisa mais fácil de se fazer” (um engenheiro dando sua opinião para o responsável pelo marketing)
“Esse pessoal veio tudo da engenharia, por isso essa baboseira matemática que ninguém quer ver” (um artista falando sobre as explicações teóricas da Computação Gráfica)
“Designer é tudo papo, só ficam viajando” (um cara de TI e sua visão sobre os designers)
“Aquele programador não entende nada de design, não dá pra trabalhar com ele, é uma perda de tempo ele fazer o site” (designer comentando sobre um programador web)
“Eu sou do criativo, então sei como deve ser a jogabilidade” (alguém de publicidade falando como deveria ser a jogabilidade do jogo)

E três que foram diretamente comigo:
“Nossa! Como assim, você gosta de artes? Você é programador!” (alguém surpreso ao saber que eu gosto e estudo artes)
“Você fez esse curso de marketing? Quem deveria ter feito era eu, que é minha área… quer pegar meu emprego?” (estagiária de marketing ao saber que tinha participado de um curso de férias sobre marketing)
“Essa matéria introdutória de Design Gráfico? Ela fala sobre pixels, conversão de medidas, resolução, essas coisas.” “Ah… E teoria das cores, gestalt, tipografia, balancemento, espaço positivo/negativo, etc, não tem?” “… …O quê?! (com cara de quem não entendeu coisa nenhuma)” (eu questionando o conteúdo de uma matéria sobre design gráfico criada, infelizmente, por um engenheiro que achava que sabia de tudo e que desenho era besteira)

De bônus, alguém pode me explicar por que muitos (muitos, não todos) que trabalham em agências de publicidade e marketing se auto-denominam “os criativos”, acham que sempre estão certos independente do assunto em questão e sempre falam “te dou uma posição sobre o projeto em breve”, “você pode me posicionar no andamento do projeto?”, “na reunião eu te posiciono sobre essas questões”? Onde é que eles aprendem a usar a palavra “posição” em praticamente todas as frases?

É um texto que cutuca e incomoda, mas vai me dizer que você nunca viu isso ou até mesmo compartilha de alguma dessas opiniões?

Cesta de frutas (passes e composição)

February 28, 2009

Fazendo uma faxina no HD, encontrei a imagem abaixo. Não lembrava que tinha salvo ela, é um teste do exercício de iluminação e render da pós em CG3D do Senac.

Pelo que me recordo, na aula renderizamos diversos passes (cor, ambient occlusion e máscara), levamos tudo no Photoshop e fizemos a composição das camadas. Só não sei que efeito apliquei para chegar nesse resultado:

Na tentativa de encontrar mais imagens onde salvei o material do curso, acabei achando mais essas duas, que é o mesmo caso da primeira (3 passes compostos no Photoshop mais aplicação de efeitos):