Arquivos da categoria ‘vida’


Eu ainda compro CD’s de música. Sou idiota por isso?

Monday, March 8th, 2010

“Vou comprar o último álbum dessa banda.”
“Nossa meu, por quê??? Pega mp3 na net, você é idiota de gastar dinheiro assim?”

“Estou indo na galeria [do rock] comprar uns CD’s.”
“Poxa, faz tempo que não vejo alguém comprando CD’s.”

Música não é um tema corrente aqui no blog, mas achei que ia ser legal compartilhar minha opinião sobre o assunto, principalmente porque música é, assim como jogos, entretenimento e cultura e parte do meu dia-a-dia. E também porque o texto fala sobre pirataria e da cultura brasileira de que “devemos ser mais espertos que todos e se dar bem sempre”.

Então, quando foi a última vez que você comprou um CD de música? E que você baixou mp3 daquele álbum que ainda será lançado mês que vem? Posso estar errado (gostaria que estivesse), mas acho que muitos responderiam que deixou de comprar CD’s há muito tempo e que agora só ouve mp3. Se ainda fosse mp3 comprada diretamente dos músicos ou de alguma distribuidora… mas acho que a maioria ouve mp3 baixada ilegamente pela web mesmo. Ao menos é o que tenho visto ultimamente (isto é, pelo menos nos últimos 6 anos).

Quando falo pras pessoas que comprei ou vou comprar um CD de música, elas ficam surpresas. Questionam porque eu “gasto” dinheiro com isso, se hoje podemos baixar todas as músicas pela internet. As pessoas estranham quando me vêem com um CD original e não com aquele CD-R com o nome do álbum escrito porcamente a mão. Claro que não são todas as pessoas que fazem isso. Pensando bem, as poucas que não reagem dessa maneira são as que em algum momento de suas vidas tentaram levar a vida com algum trabalho relacionado à música - seja com uma banda, investindo em equipamentos de gravação, trabalhando em estúdio, fazendo reviews de CD’s, trabalhando em loja de música…

Ao meu ver, quem não questiona e compreende quando alguém compra um CD de música original é porque sabe que há várias pessoas trabalhando por trás daquele CD exposto na loja (física ou virtual): os músicos, produtores, gravadoras, artistas que criam as capas, fabricantes de instrumentos musicais, lojistas, distribuidores, etc, etc. Mas para a grande maioria, a única coisa que importa é ouvir a música e como música não é algo fundamental para a vida como casa e comida, que se f… pagar por isso, não é verdade? Aliás, essa é a esmagadora opinião que vejo para qualquer tipo de trabalho que seja focado em entrenimento: jogos, filmes, música, livros, quadrinhos, séries de tv, softwares. Quem não é do ramo (e mesmo quem é, infelizmente) está pouco se importando, “se eu consigo obter essas coisas digitalmente, ainda mais sem pagar (mesmo que ilegamente), f..a-se”.

(Não vou negar que em algum momento da minha vida já escutei música pirata. Não tenho orgulho de ter feito isso, ao contrário das pessoas que parecem adorar mostrar como são espertas porque conseguem música de graça na web, e sempre adquiro os bons trabalhos porque sei que esses ouvirei por muito tempo. O resto pode ir pra lixeira.)

Algo que não gosto de mp3 é que parece que damos menos valor aos trabalhos, pois quanto mais você tem, menos tempo você tem pra se dedicar e apreciar. Aqui eu me lembro de uns bons anos atrás, quando internet era coisa de nerd e mp3 nem existia direito. Como fazia para conhecer novas bandas, novos lançamentos? Claro, os tempos eram mais difíceis, mas eram mais prazerosos, pois cada nova descoberta boa era uma comemoração e não um simples clicar de links (não consigo explicar a sensação com palavras, acho que só quem passou por isso entende o que estou tentando dizer). Lembro que um primo meu religiosamente ouvia todo domingo de noite o programa Backstage do Vitão Bonesso, na Brasil 2000. Às vezes ele gravava o programa em uma fita k7 e me emprestava pra eu ouvir as músicas que ele achava boas. E eu sempre passava na galeria do rock para ver se tinha algo de bom. Às vezes descobria bandas legais porque todas as lojas que frequentava deixavam algum álbum rolando. Hoje a galeria está bem diferente de quando eu frequentava toda semana (e fiquei sabendo que a galeria agora é um dos lugares que passa em alguma novela da Globo), e são poucas as lojas que costumava comprar CD’s que ainda existem por lá (ainda bem que a Die Hard e a Hellion continuam de pé). Eu acho que é reflexo da era do mp3.

Há mais duas coisas sobre os originais: o encarte e o fator “colecionar”. Claro que há alguns encartes bundas e sem vergonha, mas tem uns encartes muito bem feitos e com arte de capa foda (vide Andreas Marschall e suas artes para o Blind Guardian, Grave Digger, In Flames, Rage, entre outros). Com mp3, as pessoas nem ligam mais para os encartes e a arte/design contida neles. Pô, tem muita arte e design de encarte legal por aí. Quando você baixa um álbum, geralmente acaba perdendo esse complemento da música. Um dos encartes que mais gosto até hoje é a versão digipack do debut do Demons & Wizards:

Sobre o “colecionar”, já ouvi algumas pessoas comentando disso sobre livros, jogos e filmes, e acho que também é válido para CD’s de música. Conheço algumas pessoas que não gostam de e-books e jogos via download porque perdem aquela sensação de “ter algo físico em mãos, de colocar os livros, jogos e DVD’s na estante lá de casa”.

Acho que comprar um CD de música vai além do simples “ouvir música”. Há toda uma experiência de você andar pelas lojas e ver outros álbuns e bandas, conversar com pessoas que tem o mesmo gosto que você, pedir opinião dos lojistas, perguntar se tem algo novo de bom, folhear o encarte enquanto coloca o CD pra tocar, guardar o CD junto com os outros CD’s na estante…

Daí eu pergunto novamente: será que sou idiota por ainda comprar CD’s e dar suporte aos que trabalham com música? Eu continuo comprando CD’s de bandas que curto há anos e estou adquirindo álbuns de bandas que comecei a curtir há pouco tempo.

Ah, e abaixo estão minhas últimas aquisições:

(esq/dir, cima/baixo: Mötley Crue - Saints of Los Angeles, Within Temptation - An Acoustic Night at the Theatre, Trans-Siberian Orchestra - Night Castle, Avantasia - The Scarecrow, Children of Bodom - Skeletons in the Closet e Michael Kiske - Past in Different Ways)

E vocês? Opiniões? Xingamentos?


Sexo, jogos e a bizarrice alheia

Monday, March 1st, 2010

Outro dia encontrei um jogo educativo sobre sexo lá do Canadá: Adventures in Sex City - The Game. Primeira reação: WTF?. A idéia é boa, afinal, aprender sobre DST’s, controle de natalidade e qualquer coisa relacionada com a nossa saúde nunca é demais. Mas achei a execução do jogo infeliz, muito infeliz.

Não sei se a escolha dos personagens, falas e visual são apropriados para o público-alvo, mas ter um vilão chamado The Sperminator, que possui um pênis em cada braço e tem como objetivo infectar as pessoas com seu ‘Evil Sperm’… É pior que nosso amigo canibal Dollynho (ou nunca repararam que ele toma ele mesmo?).

Fora que errei uma pergunta e meu personagem, depois te ter tomado uma (es)porrada do vilão, falou “Right in the face” (escolha muita boa das palavras, não?).

Para quem quiser conferir, basta clicar no Sperminator abaixo. O jogo é um quiz em inglês e embora visualmente seja muito bizarro, as informações apresentadas são bacanas.

E já que o assunto é sexo, segue um vídeo bônus que vi dia desses:

You need to a flashplayer enabled browser to view this YouTube video

WTF? É um produto japonês para o público masculino que por algum motivo me fez lembrar desse outro vídeo (o próximo é finlandês, muitos WTFs?! quando vi):

You need to a flashplayer enabled browser to view this YouTube video

UFO POOOORRRRNOOOOOOOOOOOOOOO!!!

E agora, paremos com a bizarrice.
(Enquanto isso, me pergunto por que jogos educacionais não são criados com gameplay mais interessantes e por que (quase) tudo relacionado a sexo tende ao bizarro).


Feliz 2010, atrasado…

Tuesday, January 26th, 2010

Como podem perceber, faz meses que não escrevo nada no blog. Estamos em 2010 e somente no fim de janeiro é que resolvo escrever. Não que eu não quisesse ter feito isso antes, mas…

Para quem está curioso em saber o que ando fazendo e porque não estou atualizando o blog periodicamente, vamos a um resumo de um resumo do semestre anterior:

- Continuo trabalhando na Glu Mobile, agora como Game Developer do Studio Sao Paulo;
- Ajudei na etapa final do War mobile, jogo oficial do tabuleiro da Grow, lançado em outubro do ano passado;
- Voltei a dar aulas, dessa vez em nível universitário;
- Perdi várias horas todos os dias na porcaria de trânsito de SP, com isso, consegui preencher mais um sketchbook de ~90 páginas com rabiscos feitos enquanto dirigia;
- Quando sobrou um tempo livre, tentei dedica-lo a minha vida pessoal para que eu não ficasse doido;
- Nesse pouco tempo livre que me sobrou, resolvi reservar algumas horinhas para jogos do WiiWare e indies para PC (ah sim, ano passado ganhei um Wii e pretendo indicar alguns jogos aqui);
- Abri uma conta no twitter (http://twitter.com/andkbr), mas acho que escrevo lá uma vez por mês apenas;
- Nesse exato momento, estou trabalhando em casa puto da vida porque minhas últimas builds pararam de funcionar. Ok, nesse exato momento estou escrevendo isso aqui, mas apenas porque dar um “Rebuild solution” do projeto leva meia hora…

Infelizmente, começamos o ano com uma notícia muito triste: o falecimento em 12/01/2010 do Marcelo Carvalho, ex-presidente da Abragames, sócio da Devworks e que estava ajudando a galera da Hoplon no Taikodom. Foi uma notícia inesperada. A indústria nacional perde um grande apaixonado pela área, um dos primeiros profissionais que conheci quando ingressei na área e que sempre esteve disposto a ajudar e compartilhar seu conhecimento.

Em breve espero escrever mais por aqui…


Dicas (ou pontos de vistas) sobre reuniões

Thursday, July 9th, 2009

Quem nunca participou de reuniões, seja para um trabalho acadêmico ou na profissão? Seguem alguns pontos que aprendi com muitas reuniões e que, ao meu ver, quando aplicadas podem gerar melhores resultados.

1) Tenha certeza de que todos os participantes saibam com antecedência o assunto da reunião.
Assim, os participantes não são pegos de surpresa e podem ir mais preparados para a reunião. Isso é importante principalmente quando o tópico da reunião exige que os participantes lembrem-se de certas informações (comuns ou não no dia-a-dia) ou façam análises sobre determinado assunto. Você ganha tempo na reunião, uma vez que os participantes levam anotações prévias sobre o tópico, e obtém respostas/informações melhor elaboradas.

2) Marque reuniões com antecedência.
Embora diversas reuniões aconteçam “daqui 5 minutos”, o ideal é marcar uma reunião com antecedência para evitar a ausência de participantes, o mau humor e, novamente, melhor preparo dos mesmos. Citei o mau humor porque uma reunião em cima da hora quebra a agenda de muitas pessoas, necessitando alterações de planos. Há quem não liga para isso, mas da minha experiência, isso é raro. Quando uma reunião é marcada antecipadamente, as pessoas alocam um espaço na agenda para a mesma ou avisam sobre a impossibilidade de participar. Com esse “buffer”, pode ser possível remarcar a data/hora da reunião.

3) E lembre os participantes sobre a reunião.
Nem todas as pessoas são bem organizadas como você e nem todos usam o Outlook para marcar os compromissos. Um lembrete aos participantes um pouco antes da reunião vale a pena.

4) Evite longas reuniões.
Geralmente, uma hora é o tempo máximo para que uma reunião seja produtiva, para que os participantes não percam o foco da reunião. Quando as pessoas começam a divagar nos assuntos, a comentar sobre futebol, novela, ou qualquer outra coisa que não seja pertinente à reunião, é bem provável que elas já não estão mais com cabeça para a reunião. Quando uma reunião é longa a ponto de precisar de pausa para um café, considero-a “fail”.

5) Limite a quantidade de tópicos por reunião.
Não apenas para que ela não se torne longa, mas porque quanto maior a quantidade de tópicos, pior para as pessoas se lembrarem das informações. Melhor quebrar uma reunião de horas e vários tópicos em pequenas reuniões com uns 2, 3 pontos a serem abordados, em dias diferentes, para as pessoas poderem processar melhor todas as informações.

6) Caso seja necessário ler documentos, envie-os antes da reunião.
Fazer as pessoas lerem documentos no meio da reunião quando elas poderiam ter recebido e lido os mesmos antes é perder tempo de reunião. Evite esse tipo de problema enviando os documentos para todos os participantes alguns dias (ou horas) antes da reunião. Nem todos irão ler os documentos com antecedência, mas haverá alguns que já chegarão com o assunto da reunião em mente.

7) Convoque apenas as pessoas que realmente precisam estar na reunião.
Não convoque a equipe inteira para discutir um assunto que é pertinente ao grupo A e outro assunto que interessa somente ao grupo B. Ao invés disso, marque duas reuniões, específicas para cada grupo. Todos agradecem.

E você, possui alguma dica ou ponto de vista para compartilhar? Sinta-se à vontade em comentar!


Você tem plano de saúde?

Monday, May 18th, 2009

(semi off-topic) Vendo colegas de trabalho doentes e eu mesmo precisando ir ao pronto-socorro nessas semanas que se passaram, além de toda a história da gripe suína… Você já analisou o quão importante é ter um plano de saúde? Afinal, sem saúde ou com a saúde prejudicada você não faz quase nada.

Você paga mensalmente qualquer plano de saúde e pode vir aquele pensamento de que “nunca usei e não vou precisar usar”. Então deve ser perda de dinheiro. Isso até você realmente precisar, e isso é algo que não conseguimos prever.

Já viu quanto custa uma consulta médica, mesmo que você fique meros 40 segundos na sala do médico? (sim, já fiquei esse tempo e fiquei pasmo ao saber que uma consulta dessas no particular custaria R$120 à vista)

Pense nisso.


Você é programador, então não sabe desenhar…

Saturday, February 28th, 2009

…assim como você que é artista deve ser horrível com contas.

Colocando dessa maneira, são argumentos absurdos, não? Mas é isso que reparo desde a época que cursei o colégio técnico (de Processamento de Dados). E como estou no ramo de desenvolvimento de jogos e também Computação Gráfica, mais fácil ainda ouvir esses absurdos, já que convivo com programadores, engenheiros, artistas, designers e pessoal de publicidade e marketing.

Não consigo entender direito essa separação e como muitos profissionais, a maioria com formação superior, possuem uma mentalidade tão pequena sobre esse assunto. Até entendo que hoje temos as especializações e equipes grandes para fazer um trabalho - e não estou me referindo apenas a criação de jogos, mas há casos que ao invés de referir à “equipes” posso usar o termo “grupo de pessoas não muito unidas” devido tanta diferença e briguinha existente entre os indivíduos.

Mas ser especialista em uma área deveria te deixar bitolado a ponto de levantar o nariz e achar que o seu trabalho é o mais importante de todos e que quem não é da mesma área deve ser um tonto e nem deve opinar ou sugerir? Em que momento de nossas vidas tomamos esse rumo? Lembro-me bem que, quando criança, tinha aulas de português, matemática, geografia, história, biologia, educação física, educação artística. Olha só, matemática e educação artística, na mesma semana! O que estou tentando dizer é, acho que você consegue ser especialista em uma área e ao mesmo tempo ser razoável em outra que possa ser meio distante da sua especialidade, assim como na escola você se dava bem naturalmente em algumas matérias e em outras você se esforçava para não bombar.

Eu sou daqueles que acha que artes deveria ser inclusa na infância (as crianças gostam de desenhar, não?) e nunca parar. E como você precisa se comunicar, fazer cálculos para ao menos ninguém te enganar, ter um certo conhecimento da legislação, fazer o imposto de renda, etc, etc, também acho que certos conhecimentos devem ser básicos. Deve existir um equilíbrio.

Novamente, não entendo porque profissionais que citei no segundo parágrafo acabam se desentendendo e criticando as outras áreas tão facilmente. O mundo inteiro se beneficiaria se engenheiros e designers/artistas fossem mais compreensivos uns com os outros (não é exagero meu, já que tudo em nossa volta tem artes e ciências aplicadas).

Pensei em não citar frases que já ouvi por aí, mas acho que elas dariam um toque extra ao texto, então seguem algumas pérolas:

“Design é a coisa mais fácil de se fazer” (um engenheiro dando sua opinião para o responsável pelo marketing)
“Esse pessoal veio tudo da engenharia, por isso essa baboseira matemática que ninguém quer ver” (um artista falando sobre as explicações teóricas da Computação Gráfica)
“Designer é tudo papo, só ficam viajando” (um cara de TI e sua visão sobre os designers)
“Aquele programador não entende nada de design, não dá pra trabalhar com ele, é uma perda de tempo ele fazer o site” (designer comentando sobre um programador web)
“Eu sou do criativo, então sei como deve ser a jogabilidade” (alguém de publicidade falando como deveria ser a jogabilidade do jogo)

E três que foram diretamente comigo:
“Nossa! Como assim, você gosta de artes? Você é programador!” (alguém surpreso ao saber que eu gosto e estudo artes)
“Você fez esse curso de marketing? Quem deveria ter feito era eu, que é minha área… quer pegar meu emprego?” (estagiária de marketing ao saber que tinha participado de um curso de férias sobre marketing)
“Essa matéria introdutória de Design Gráfico? Ela fala sobre pixels, conversão de medidas, resolução, essas coisas.” “Ah… E teoria das cores, gestalt, tipografia, balancemento, espaço positivo/negativo, etc, não tem?” “… …O quê?! (com cara de quem não entendeu coisa nenhuma)” (eu questionando o conteúdo de uma matéria sobre design gráfico criada, infelizmente, por um engenheiro que achava que sabia de tudo e que desenho era besteira)

De bônus, alguém pode me explicar por que muitos (muitos, não todos) que trabalham em agências de publicidade e marketing se auto-denominam “os criativos”, acham que sempre estão certos independente do assunto em questão e sempre falam “te dou uma posição sobre o projeto em breve”, “você pode me posicionar no andamento do projeto?”, “na reunião eu te posiciono sobre essas questões”? Onde é que eles aprendem a usar a palavra “posição” em praticamente todas as frases?

É um texto que cutuca e incomoda, mas vai me dizer que você nunca viu isso ou até mesmo compartilha de alguma dessas opiniões?


30 centavos por dia nos próximos 365 dias…

Wednesday, December 31st, 2008

… resulta em R$109,50.

Nossa, verdade??? :P Tive essa idéia hoje, de guardar R$0,30 por dia no próximo ano e com esse dinheiro realizar um novo concurso aqui no blog. De repente, dar um jogo de PC, um livro, uma assinatura anual e digital da Game Developer Magazine, um action figure ou qualquer outra coisa relacionada aos assuntos discutidos por aqui. O tema do novo concurso (se é que vai ser um concurso), decido daqui uns bons meses. Vocês podem me ajudar também.

Eu cheguei a pensar “eu podia pegar esse dinheiro e doar para alguma instituição”. É algo mais nobre, não? Mas então pensei, “por que não manter a idéia e pedir aos leitores para tentarem fazer algo parecido?”. Se cada leitor daqui juntar qualquer quantia dessa forma (visando trocar o valor por um bem a ser doado), com certeza alguns poderiam fazer doações para pessoas carentes, hospitais, instituições, ong’s e por aí vai.

Até pensei em dar o prêmio para alguém que juntasse metade do valor que citei no título (ou seja, R$0,15/dia), comprasse uma cesta básica e doasse para quem precisa. Quem sabe?

Que tal um infograma assim?


[meme] Aleatoriedades

Thursday, December 18th, 2008

Participando de um meme à convite da Cindy… o que dizer sobre minha pessoa, de maneira aleatória? E pra melhorar, 6 coisas?

Primeiro, seguindo o padrão que vi da maioria, as regras:
1 - Linkar a pessoa que te indicou.
2 - Escrever as regras do meme em seu blog.
3 - Contar 6 coisas aleatórias sobre você.
4 - Indique mais 6 pessoas e coloque os links no final do post.
5 - Deixe a pessoa saber que você o indicou, deixando um comentário para ela.
6 - Deixe os indicados saberem quando você publicar seu post.

E agora, a saída de um for(int i = 0; i < 6; i ++) { this.random(); }

1 - Se não fosse desenvolvedor de jogos, gostaria de ser músico de uma banda de heavy metal e viver disso. Compor, gravar, tocar, viajar...
2 - Quando pequeno, tinha medo de cachorro. Hoje é o animal que mais gosto.
3 - Não gosto de mangá nem anime (salvo uns 3 trabalhos) e fico puto da vida quando vem algum tonto e me fala "Como assim, não gosta de mangá nem anime? Você é japonês!"
4 - Já fui chamado de senhora, dona, moça, pra em seguida me virar e ver as reações mais engraçadas das pessoas. Mas o mais bizarro foi uma velha puxar meu cabelo no meio da rua e depois me explicar que "puxar cabelo comprido de homem traz sorte".
5 - Embora as pessoas falem "aham, sei, tá bom, acredito", não bebo, não fumo e muito menos uso drogas.
6 - Livros nerds fazem parte do meu cotidiano desde a faculdade e hoje minha biblioteca (leia-se "qualquer lugar que encontro no quarto") conta com mais de 300 títulos, a grande maioria sobre gamedev, artes e graphic novels (nessa ordem).

Para terminar, e quebrando as regras, convido 3 pessoas para o meme: o Arthur com H, o Artur sem H e o Helder (com H).


Game Design e meu insight

Thursday, December 11th, 2008

Em um dia desses qualquer que se passou, quando menos esperava, sem nenhum aviso prévio, tive um insight sobre game design (que exagero :P). Algumas pessoas já devem saber e compreender o que vou falar, pode ser o óbvio, mas na hora isso me deu um clique e, por que não escrever aqui?

Imaginando que no futuro alguém poderia vir a citar meu insight, registro-a aqui:

“Sempre que estudo ou pratico game design, a palavra ‘psicologia’ fica pulando freneticamente na minha mente.” (André Kishimoto, 2008)

Obs. 1: Humor alterado? Escrever de madrugada ao som da banda italiana Nanowar pode resultar em graves conseqüências. Mas a frase acima não é nenhum fruto de humor alterado.

Obs. 2: O desenho que ilustra esse ‘textículo’ foi feito ontem naquele trânsito infernal de SP no meio da chuva. Nada melhor que puxar folha e lápis e ouvir uma música enquanto tudo está parado. E, sim, se você achou que desenhei enquanto dirigia, acertou :P.


Retornando aos poucos e pequenas mudanças…

Monday, December 8th, 2008

Quem sempre acompanhou meu blog deve ter percebido que de repente parei de atualizá-lo - apenas 3 textos nos últimos dois meses. Pensei um pouco e não achei conveniente citar motivos que me fizeram ficar afastado esse tempo (simplesmente vamos dizer que não quero fugir do escopo do blog, ainda que esse seja pessoal).

Aos poucos vou retornando e resolvi alterar um pouco o conteúdo do blog:

1) Não vou mais criar textos todo mês falando de lançamentos das revistas (Game Developer, Develop, Mobile Entertainment e outras); para quem quiser saber quando as mesmas são lançadas, sugiro assinar o newsletter de cada uma, pois você receberá ótimas informações diárias/semanais das áreas. Posso vir a comentar um ou outro artigo publicado nelas, mas apenas isso;

2) Pretendo voltar com as dicas, breves análises e indicações de livros, não somente de Gamedev como Computação Gráfica e Artes, pois é algo que acabo fazendo vez e outra para meus amigos;

3) Ainda não decidi, mas talvez ocorra uma ênfase maior na questão dos livros acima;

4) Foram poucos, mas quero ver se escrevo mais textos técnicos e também crio mais figurinhas da série “Gamedev é…”

Não sei quantos leitores tenho, mas agradeço todos que acompanham (e os pára-quedistas hehe) e meus amigos que vez e outra me xingam para compartilhar algo novo por aqui. É isso aí!